Dieta diminui risco de pedras nos rins

Foto: Reprodução

A formação do cálculo renal ocorre por um complexo evento, em cascata, que pode estar relacionado a fatores genéticos, ambientais ou climáticos, bem como à idade, raça, baixa ingestão de líquidos, sedentarismo e hábitos alimentares equivocados.

O risco multiplica-se quando se soma a doenças como diabetes, hipertensão, obesidade, infecções urinárias, distúrbios endocrinológicos e alteração anatômica das vias urinárias.

Os cálculos podem ter em sua composição: oxalato de cálcio, hidroxiapatita, ácido úrico, estruvita, cistina, entre outros componentes.

Não vamos detalhar métodos diagnósticos nem as formas de tratamentos, que devem ser personalizadas a partir de uma consulta urológica.

Por outro lado, destacamos hábitos que podemos praticar e, assim, diminuir o risco de formar um cálculo urinário e suas consequências, como por exemplo: cólica renal, insuficiência renal, infecções, diálise e até a morte. Seguem algumas dicas de bons hábitos e alimentação:

  • Beba muito líquido, especialmente água. O suficiente para uma urina amarela clara. Esta é a atitude mais importante para diminuir o risco de formar pedras nos rins. Bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos industrializados, cafés especiais, chás e bebidas alcoólicas) não são boas opções e podem aumentar o risco de pedras nos rins;
  • Moderar a ingestão de proteína animal, incluindo carne, peixe, frutos do mar, aves e ovos. O ideal é associar com maior frequência fontes de proteína baseadas em plantas, como lentilhas, ervilhas, feijões, soja e nozes;
  • Limite a quantidade de sódio que você ingere (alimentos industrializados e o sal branco). Substitua o sal por ervas, especiarias, temperos, limão, alho, gengibre e pimenta.
  • Coma mais frutas cítricas, legumes frescos, grãos integrais, leite e iogurte.
  • Em casos de cálculo de oxalato de cálcio (o mais comum), limite os alimentos ricos em oxalato (espinafre, quiabo, beterraba, acelga, carambola, trigo, frutas secas, chocolate), mas não deixe de consumi-los em pequenas quantidades. Muitos desses alimentos são escolhas saudáveis.
  • Quando comer alimentos ricos em oxalato, coma-os com alimentos ricos em cálcio (leite e derivados, sardinha, amêndoas, agrião, semente de linhaça e gergelim, farinha de soja, grão de bico, amendoim). O cálcio e o oxalato unem-se nos intestinos, reduzindo a formação de pedras. Consultar um nutricionista e praticar esportes são recomendações úteis, mas é o urologista que vai realizar o diagnóstico preciso e orientar a melhor forma de tratamento.

Fonte: Revistanews

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *