Pedras nos Rins: O que são? Como se multiplicam? É possível evitar?

As pedras nos rins, também conhecidas como cálculos renais, são uma massa dura formada por cristais resultantes da não diluição de resíduos químicos como o cálcio e o fósforo. A falta de líquido na urina é a principal causa para esses compostos se acumularem nos rins e formarem pequenas pedrinhas, que vão crescendo até começar a incomodar.

Os tamanhos são variados, indo desde pequenos grãos de areia até a magnitude de uma bola de golfe – já pensou na dor? Quando são pequenininhas, elas podem acabar passando pelos canais urinários e sair de seu corpo sem você nem notar que elas existiram. Mas quando elas resolvem empacar no caminho, meu amigo, corra para o hospital, que a dor é certa!

Sintomas e fatores de risco

Caso você sinta uma dor na região lombar que se estende para o abdômen e até para a região genital, fique de olho: pode ser uma pedrinha querendo sair e entupindo o ureter, o “caninho” que liga o rim à bexiga. Além disso, a crise renal pode vir acompanhada de náuseas, vontade de urinar mesmo quando não existe urina, dor na hora de fazer xixi e até presença de sangue na urina.

Os homens costumam ser mais afetados do que as mulheres, mas todos devem ficar de olho caso tenham um histórico familiar desse problema. A falta de ingestão de água também pode ser um dos motivos que gera as pedras, além, é claro, de uma dieta exagerada em açúcar, sódio e proteínas. Normalmente, pessoas entre 20 e 60 anos são as mais afetadas por esse problema. Uma tomografia pode ser requisitada para confirmar a existência dos cálculos renais, mas o médico costuma desconfiar do problema já pela descrição dos sintomas pelo paciente.

Tratamento e prevenção

Na maioria dos casos, para eliminar uma pedra não precisa de muito esforço: basta um remedinho para dor e tomar muita água. O líquido também é fundamental na prevenção do surgimento de novos cálculos, então fique bem hidratado! A litotripsia por ondas de choque é um método que pode fazer os cálculos maiores quebrarem em pedras menores a serem expelidas pelo trato urinário.

O médico utiliza uma máquina que emite vibrações eletromagnéticas, piezoelétricas ou eletrohidráulicas para esse processo. Uma terceira opção é a ureteroscopia, na qual o médico insere um tubinho pela uretra do paciente até chegar ao ureter, onde se encontra o cálculo. Ele pode ser quebrado com o uso de laser nessa operação. Já cálculos maiores costumam se retirados por uma cirurgia. Se a pessoa já teve cálculo, ela precisa tomar cuidado redobrado para não acontecer de novo.

Nesses casos, a prevenção depende do tipo de pedra renal: as de oxalato de cálcio podem ser evitadas sem o consumo de alimentos como espinafre, nozes ou farelo de trigo, que são ricos em oxalato; já as de ácido úrico requerem uma menor ingestão de proteínas. E o sal é um dos maiores vilões; portanto, diminua-o ao máximo em suas refeições!

 

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